sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

pensamento do dia

Tudo se resume numa tentativa infinita de fazer algo incrível.
Algo que dure para sempre.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

‎There is evil and then there is good. You can never choose one. You are both and they will always walk side by side with you.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Na Medida Certa

Hoje fui em uma joalheria fotografar algumas peças para uma produção de moda e comecei a pensar no real valor de tais jóias que tanto fazem sucesso com nós, mulheres. Vi um bracelete que custava vinte e cinco mil reais e então, surpresa com o preço, perguntei à vendedora: moça, essas peças com valor bem elevado vendem mesmo? E ela, com a maior cara de espanto, respondeu: mas é claro! Vende e muito, minha filha. Então rebati: É mesmo? Porque venho de uma família boa, que vive bem financeiramente e conheço muita gente com um nível social elevado e nunca comprei nem vi essas pessoas usando jóias tão caras! E ela disse: Pois é, mas você diz que vive bem... Aqui só compra milionário, minha filha. Gente que paga sessenta, oitenta mil num colar.

Esse papo rápido me deixou desconfortável e não foi pouco. Por que diabos uma criatura que peida (desculpem o termo) dinheiro se dá ao luxo egoísta e sem eficácia nenhuma de comprar um colar, oh Lord, um mero colar, de sessenta mil reais? Confesso que é bem difícil pensar que uma pessoa dessa usa uma parte de sua riqueza para ajudar quem precisa. Uma caridade qualquer, sabe? Gente assim acha que dar dois reais para aqueles homenzinhos que olham carro muito dinheiro: "Dois reais? Merece nem um! Faz nada o dia todo, fica só aqui olhando carro, quando tá aqui por perto! Porque deve beber pinga ali na esquina!".

Julgo sim. Porque, como disse, é difícil pensar que "essa gente" usa tanto dinheiro para algum fim que não seja egoísta. E podem dizer o que quiser sobre a jóia em si: ah, mas as pedras são preciosas e o ouro é 24 quilates! Não me importa. Alguém PRECISA disso para viver? Ou o prazer que ter essa peça é tão imenso que não se pode deixar de comprar? Na mesma loja tinha uma senhora que comprou um anel de seis mil reais como se estivesse comprando um cheeseburguer.

Será que essas pessoas têm noção do quanto poderiam ajudar outras pessoas, animais carentes, às vezes até parentes distantes que precisam? Esse mundo é todo errado. Quem tem dinheiro são as pessoas que não sabem o real valor do que possuem, nem o que poderiam fazer pelos outros. E quem não tem tantos recursos, muitas vezes dão uma parte do pouco que têm, simplesmente porque possuem um coração maior. Ou nem isso. Pode ser uma questão de: consciência.

Enfim, isso é apenas um desabafo, quase um manifesto, que procura tentar abrir a mente das pessoas para enxergarem que não é preciso gastar horrores com artigos de luxo e grandes marcas. Eu trabalho com moda, sei que esse mercado é devastador. Com certeza podemos comprar aquilo que gostamos e, de certa forma, merecemos, uma vez que trabalhamos bastante para conseguir aquela graninha. Nesses casos, nada mais justo do que se presentear com coisas legais, principalmente tecnológicas como ipads, novos celulares, etc. Mas e quem não trabalha duro? Quem simplesmente nasceu em família rica? Quem não move um dedinho para encher a conta bancária? Essas pessoas poderiam sim ajudar mais o mundo. O que falta é conscientização, caráter, menos egoísmo e mais humanismo. Tentar fazer tudo com coerência, tudo ou quase tudo na medida certa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Frustração x Reflexão

Frustração é uma coisa que não deveria existir.
Essa coisa da gente ficar mal por não ser/ter/fazer o que quer é muito complicado!
Pior é quando se arrasta por muito tempo, fazendo aquela bola de neve que só dá dor de cabeça.
Êta coisinha essa viu! Se parar para pensar o tempo que perdi pensando no "se", ficaria ainda mais frustrada! Atropelamos as coisas da vida, passamos o tempo todo nos preocupando em tomar decisões, às vezes fazemos tudo errado e não temos maturidade suficiente para lidar com nossas frustrações por tudo o que dá errado em nossas vidas.
Desejamos que as coisas fossem diferentes, mas deveríamos olhar para dentro de nós mesmos para saber se, talvez, só talvez, o problema não é... aqui.
Culpar o resto do mundo por nossa falta de atitude, maturidade, capacidade de aceitação e adaptação, conformismo, etc etc etc é mais fácil do que se enxergar... e perceber... que muitas das coisas que nos fazem infelizes partem daí, daqui de dentro.
Reflexão é uma coisa que sempre deve existir. Porque essa coisa de se sentir mal por tudo é muito complicado ;)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Distração.

Talvez por pouco, bem pouco ainda me contenha diante de tamanha distração.
Nunca sei ao certo os motivos que me levam a crer em alguma possibilidade futura,
mas é fato que não fico normal, não penso claramente, muito menos meço gestos e palavras.
O contato é deveras provocativo e as palavras saem como sopros de vento pelo ar.
Sussurros. Leves. Contidos. Quase suplícios de desejo.

Será que sou uma pessoa ruim? Será que faz mal querer tanto assim?
E os porquês eu já nem sei! Será que um dia saberei?

Por enquanto permaneço só... indo e vindo em um passeio meio à contra mão.
Do lado de cá tudo parece menos complicado e confuso...
do lado de lá só incógnita, desconforto e abstração.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Delete.

No momento em que apertei a tecla de "delete" do computador estava deletando uma era da minha vida. Mas não me importo. Melhor assim. Prefiro deixar para trás aquele tempo do qual tanto me recordo do que ficar remoendo, vendo, lendo e relendo suas bobagens e falsos sentimentos. Seja por mim ou por outros(as).
Ficarei para trás, assim como todas as coisas que, algum dia, significaram algo para você.
Ficarei sentada no último banco do trem que nunca sai do lugar e quando corre pelos trilhos incertos do seu coração, acabam encontrando cinzas e ruínas na próxima estação.
Não faz sentido permanecer em um limbo eterno. Principalmente quando sou eu, sozinha e iludida, cheia de passado nas mãos que tento manter alguma parte do que vivemos ardendo, queimando.

Isso é apenas mais um desabafo sobre todas as coisas que não entendo.
E mais um adeus inesperado sobre tudo o que não me diz mais respeito, mas continuo querendo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mestre do Destino

Os anos passam e as memórias ficam como tatuagens rabiscadas no coração.
Vamos envelhecendo rápido demais e os nossos vinte anos voam como se fossem os primeiros dez.
Quando chegamos na casa dos trinta, já nem sabemos mais como foi que tudo começou.
Vivemos tanto que algumas lembranças são simplesmente deletadas do nosso sistema e muita vida que se teve já se perdeu.
Queria ainda conseguir manter meus diários. Pelo menos eram formas eficazes de lembrar quem eu fui um dia.
Me pego relendo edições de poemas e livros de quando era adolescente e penso que os meus vinte e três anos mais parecem quarenta.
Será que vivi demais antes do tempo? Será que não aproveitei minha infância devidamente? Será que eliminei etapas que eram imprescindíveis para o processo de ... amadurecimento?
Por que é isso que sinto, once in a while... que não sou tão madura quanto penso. E que minha imprevisibilidade, em algum momento, pode me atrapalhar.

Mas veja: já estou bem melhor! Encontrei uma certa estabilidade amorosa, sai da casa dos meus pais, tenho um emprego ótimo, faço a faculdade que gosto e mais um bando de coisas que fizeram de mim um exemplo para eu mesma. E por que então essa insatisfação eterna comigo? É por isso que falo do tempo, do passar dos anos e da vida. Eu o culpo por tudo. Por existir, por me obrigar a aproveitá-lo como se amanhã ele fosse embora.

Tenho muita andança por esses caminhos... esses tortuosos e injustos caminhos da vida. E minha pouca idade pesa sobre meus ombros, quando lembro que não vivi nem metade do que ainda desejo.

É... os anos passam, as lembranças ficam marcadas e constantemente voltam para assombrar um presente que acontece por acaso. Arrependimentos existem , claro. Mas não são eles que me fazem passar madrugadas acordada. São as turvas, incertas e estranhas escolhas do tempo, maldito mestre do destino, que  me faz de marionete, em seu espetáculo vazio, no qual sou mais uma alma ausente.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Carreiras.

Sabe... já quis ser muita coisa.
Desde criança era fascinada pelos mistérios do mundo.Lembro bem da fase que queria ser astrônoma, trabalhar na NASA  e descobrir o motivo da nossa existência. Depois veio a fase de ser antropóloga, também para descobrir de onde viemos. Dai veio a fase Egito. Resolvi que queria descobrir mais sobre antigas civilizações, principalmente a egípcia. Em todas essas fases existiu a presença fiel e escudeira do meu avô, que sempre me oferecia uma série de títulos que gradava em sua biblioteca a fim de incentivar minhas idéias meio malucas.

Depois de um tempo comecei a fase escritora (a qual persiste até hoje). Queria ter livros publicados e fazer sucesso com a crítica. Escreveria romances que virariam filmes e poemas que virariam cartões. Essa fase foi seguida pela fase justiceira. Pois é... meti na cabeça que tinha que me formar em Direito para concertar tudo o que existe de errado no mundo. Mas esse período não durou muito. De fato, foi  que mais chegou perto de ser concretizado, pois cursei Direito, mas logo de cara percebi que o meu sonho seria uma frustração só. Jamais conseguiria mudar o mundo assim. O sistema é falido e podre. Não era o meu lugar.

Só havia uma coisa que eu jamais tinha deixado de ser. Em meio a livros de astronomia, poemas de Álvares de Azevedo e Direito Penal, nunca abandonei a paixão pelo belo. Sempre tive uma ligação, talvez boba, com a estética, as artes, os desejos. Sai da faculdade de Direito e fui direto para o meu destino final: a moda.

Essa fase é a vigente no momento. Mas hoje descobri que posso ser muitas outras coisas se for "moda". Nesse exato instante quero ser viajante. É isso aí! Quero conhecer culturas e lugares, experimentar, falar outras línguas, descobrir outros mundos, aprender, assimilar, agregar, construir... Tenho esse desejo imenso de sair por aí, vivendo momentos únicos em diferentes países, regiões, endereços, códigos postais, tanto faz!

Espero conseguir ser alguma dessas diversas coisas que quis ao longo do tempo. Se pudesse, seria todas juntas, pois existe uma paixão enorme por cada uma delas. Só espero contar ainda com a biblioteca do vovô , as estrelas lá no céu, as pirâmides do deserto, autores como Martha Medeiros, juristas como Cecília Lobo, estilistas como Lino Villaventura e amigos como Rafael Castelo para me incentivarem nessa árdua tarefa de ser tudo aquilo que sempre quis.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

the prince and the dragon.


do fundo do baú

Lá no fundo, bem no fundo aquela caixa onde guardamos pensamentos antigos, existe uma idéia meio solta.
Dentre linhas, agulhas, botões... fitas, papéis amarelos, canetas sem tinta, borrachas pela metade... no meio de cartões, bilhetes e declarações de amor... solta no emaranhado de coisas pequenas, perdidas e sem valor.

Bem ali, brilhando aos olhos de quem consegue ver, uma idéia antiga, repaginada.

E na clareza que permite, não tem como falhar.
É simples, curta, inteligente e ninguém mais poderá copiar.

Já faz tempo que procurava algo único para se viver
e nas páginas antigas de um diário,
tudo pode acontecer.