sábado, 6 de dezembro de 2008

seja como for

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Algumas coisas são extremamente libertadoras.
Um filme, uma tarde, uma pequena conversa, um café, uma frase...
Quando pensamos que ainda carregamos todo o peso do mundo, algo no íntimo nos diz, que já passou e agora basta respirar.
Um suspiro profundo, de alívio.
Então, é como se finalmente conseguíssemos enxergar com clareza todas as incertezas e insatisfações, o medo, a tristeza, a desesperança. Tudo fruto de um desespero irracional.
Nos desprendemos das mazelas da alma.
Partimos do pressuposto de que tudo ainda está acontecendo e andar para frente é a coisa certa a se fazer. Ficar parado, agora e sempre no mesmo ponto é perder tempo, talvez tempo demais.
Auto curar-se é a lei. Seja lá como for.
E surpreender-se consigo mesmo diante da rápida e quase inacreditável superação do obstáculo, é válido e bem-vindo.

Livre das amarras do pensamento doentil, das lembranças ruins, do coração ferido, da amargura consequente, do passado recente, das angústias de sempre...
Livre dos antigos conceitos, sentimentos inúteis e barreiras invisíveis.
São todas correntes frágeis, quebradiças, sem poder algum.

Segurança, confiança, determinação e liberdade. Ahhh... essa doce, convidativa e alegre liberdade, é que me faz abrir um sorriso maroto, quando dirijo cantando, novas músicas que agora, fazem parte da minha trilha sonora.

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