quinta-feira, 2 de abril de 2009

Desista




Desista.
Sei que parece triste, fraco, covarde.
Mas é meu melhor conselho: desista.

Essa paranóia de que não se deve desistir na vida vale apenas para algumas coisas.
Para outras, na falta do seu mastercard fantástico, use a desistência.
Ela é válida para quando chegamos ao limite,
quando cansamos e realmente não temos mais forças restantes,
quando nos auto convencemos de que, o que quer que seja
que procuramos, não existe;
quando o dinheiro acaba,
quando o amor de um acaba,
quando não existe mais remédio,
quando a doença já consome todo o corpo,
quando há uma decepção,
quando...

Desistir não é para os fracos. É para os sábios.
Até porque, ela também tem sua hora.
Verdade que nem sempre sabemos que hora é essa,
sendo necessário um tempo de adaptação, uma certa sabedoria,se acostumar a desistir.
AN? SE ACOSTUMAR A DESISTIR?
Isso quer dizer: desistir muitas vezes, até aprender?
Não.
Isso é muito cômodo e você vai virar uma pessoa inerte e preguiçosa.
Acostumar-se com a desistência é se ver mais de uma vez numa situação foda o bastante pra que você não tenha saída a não ser desistir.
Dai você vai perceber que é difícil a primeira vez, e a segunda é frustrante,
mas um determinado aprendizado vem com isso,
um crescimento pessoal sobre superação de obstáculos e perdoar a si mesmo.

Desistir é como silenciar.
Muitas vezes falamos demais, e acabamos cometendo erros.
O silêncio é bem mais eficaz, e talvez necessário.
Assim como desistir, para algumas pessoas, também é necessário.

E com isso, estou me referindo a eu mesma e minha mania de superação.
Preciso aprender a desistir assim como metade da população mundial.
Quem sabe seríamos pessoas mais felizes, desapegadas e desprendidas...
É... definitivamente mais desprendidas.



*

Um comentário:

Pedro Fernandes disse...

Adorei muito esse texto, parabéns.