quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Regra

Bem, depois de quinze dias na maior metrópole de nosso país, a grande São Paulo, estou no conforto da minha casa, ao lado dos meus queridos gatinhos, tomando uma xícara de chá verde bem quente, besliscando uns biscoitinhos que trouxe da viagem...

O fato de a cidade ser tão intimidante me fez querer desafiá-la.
Aprendi a andar de metro e lá ia eu para todos os lugares.
Da zona norte à zona sul.
Fazia baldiação da Ana Rosa ou na Paraíso e seguia pra outra linha. Foi um sucesso!
Andei pela Oscar, fiz comprinhas no Iguatemi, comi em Vila Mariana, badalei em Vila Madalena... Fui no Figueira, na Veridianna e no Quintal do Brás.
Fiz amizade no aeroporto, reafirmei laços já criados, descobri pessoas incríveis.
Mais do que pessoas, descobri que certas coisas podem nos elevar à estados de espírito nunca experimentados.

Entre desfiles, roupas, compras, marcas, malas, botas, jantares, lanches, passeios e outros, pude perceber diversas coisas, graças àquele meu olhar subto e meio transverssal.
Estar meio perdida no meio de tanta loucura, não só da cidade sempre tão alerta e insone, mas também do curiosíssimo e apaixonante mundo da moda; me fez pensar e repensar.
Fui realizando um sonho de estar no centro do maior evento de moda da América Latina: o SPFW - São Paulo Fashion Week.
Para mim, fashionista doente, foi um grande passo poder estar acompanhando de perto a rotina dos grandes estilistas, suas coleções, modelos, corre corre de bastidores, famosos, VIPs, it things como it bags, it shoes, dentre outras cositas mas. Toda aquela febre que rolava no pavilhão da bienal me agitava de forma inexplicável! Era uma excitação infantil, que me levava a quase cometer pecados de etiqueta! (risos)

Dentre louboutins, birkins e channel 255 havia um submundo além das aparências finérrimas daquelas figuras mitológicas. Ouvia-se por todo o lado os ditadores de moda declamando as novas tendências, os clássicos e as regras...
'pode isso, não pode aquilo' e, ao observar o meu redor e o interior de tudo aquilo, pude perceber que não há regra nenhuma.
Não há regra para a vida, assim como não há regra para a moda.
Faz-se o que se quer, usa-se o que der vontade.
A moda, cada um faz a sua. E a vida, cada uma segue da forma que bem entender.
Eu fui realizar um sonho, acabei voltando com vários outros...
Aprendi a ver com outros olhos o que o óbvio aparenta,
pois ainda existe muito além do que os olhos podem ver,
e agora que já percebi tudo de maravilhoso que conquistei e fiz,
digo de encontro com os fashionistas ditadores de cada estação:
a regra é ser feliz.

3 comentários:

Andréa disse...

Bia vc é maravilhosa, amei! Parabéns vc realmente é uma escritora maravilhosa. Inveja...
bjs linda

marcella disse...

amiga, adorei! beijinhos

Pedro Gurgel disse...

amei gata..
a moda é isso, é a diversidade de tribos, de gostos, estilos, personalidades, atitudes, comportamentos e e muito mais. Enquanto aos ditadores de moda, são apenas ditadores, segue quem quizer e quem não tem personalidade forte para seguir seus proprios passos. Enquanto nos, eu e você, temos de sobra e por isso não estamos nessas regras porque fazemos moda. :P

Beijo grande e saudades