sábado, 17 de janeiro de 2009

Isnt it ironic?

As ironias da vida...
são algo a se pensar.
Nesses últimos tempos, ando dando gargalhadas sobre elas. Literalmente.
Pode até parecer estranho, até porque muitas delas configuram pequenas desgraças, mas nada melhor do que um sorriso de sabedoria, ao perceber o quão irônica a vida pode ser.
Você encontra o cara p e r f e i t o, mas simplesmente não se apaixona por ele; você adota uma música para si, depois decobre que ela é de outros; você passou a vida toda gostando de banana, um belo dia descobre que seu negócio é mesmo maçã; você ficava de recuperação todo ano, hoje é o melhor aluno da faculdade; você foi a mulher da vida de treze homens, mas você ficou pra titia; você sempre foi o patinho feio, agora faz a mulherada passar mal... coisas e mais coisas, situações, fatos, vida... ironias que acontecem, simplesmente.

Podemos evitar? Não mesmo!
São acontecimentos, como uma fruta que cai da árvore. É lei, é natureza.
Às vezes temos tudo, sempre achando que não temos nada.
Vemos a ironia como uma inimiga, sem perceber que, no fundo, ela é uma aliada do destino. Tudo bem que ele nem sempre é gente boa conosco, alguns destinos são trágicos e tristes. Mas, eu ainda sou um tanto adepta do que dizem muitos: o nosso destino quem faz somos nós mesmos. A vida é feita de escolhas. Algumas feitas por nós, outras pelos outros.
O fato é que a ironia está presente para nos fazer rir.
Bolar de rir com as situações em que ela está metida, nos deliciando com as surpresas, nos corrigindo, nos beneficiando, nos amaldiçoando, nos fazendo aprender...
Nos enchendo de esperança, quando na noite mais chuvosa, tempestuosa e nublada, um faixo de luz branca ilumina toda uma cidade, derramando o luar sombrio e confortante, enquanto a lua me segue de longe, no meu caminho de volta pra casa.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Hoje é dia 14.
Eu ainda deveria me prender à isso?
Ao que?
A tudo o que o número 14 me remete...

Confesso que já não sinto o mesmo frisson.
Virou mais uma questão talvez superticiosa do que especial. Mas o fato é que ainda existe uma certa magia em torno desse número específico.
De todas as coisas do mundo, essa é a que mais me lembra você.
A simples forma, desenho, pronúncia. 1 + 4 = 14. Sim.
Para ser mais precisa, 1+1= 2 e 2 = 14.

Pela simples (não tão simples) soma me sinto na obrigação de me manifestar. Uma palavra, uma mensagem, um texto... qualquer coisa. Me conforta. Mesmo dentro do meu egoísmo auto destrutivo, sei que te conforta também.
Mas não espero que seja uma forma de conformismo com a situação atual.
Não sei o que espero, se é que espero alguma coisa.

Poderia ser um amuleto. Da sorte? Da vida...

Eu poderia sim me prender às coisas que vêem com o 14. Mas viver de lembranças é muito nostálgico, até mesmo para mim. Algumas nem são tão boas quanto deveríam.
Então, vivamos de novos e atualizados conceitos do 14. Se o último não foi um dia bom, façamos com que esse seja. Saibamos reconstruir o que não foi totalmente destruído.
Saibamos reconhecer nossos limites, nossas dores, nossas mágoas. Não passemos por cima do que não sabemos lidar.

Cultivemos a beleza que o 14 tem. Não as manchas que quedaram-se irreversíveis ao longo do tempo, mas coisas como a vontade subta e inevitável de uma palavra, uma mensagem ou um texto.

Feliz dia 14 pra mim, e pra você.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

simple wish

dia 12/01

Hoje eu vi uma estrela cadente.
É um evento estranho, rápido, a pessoa até duvida se realmente a viu, mas os segundos em que ela aparece, caindo de um ponto a outro na imensidão do céu, vale um pedido. Qualquer um, se você realmente mean it.
Fiquei tão feliz com o que tinha acabado de presenciar, que esqueci de fazer o pedido imediatamente. Passou algum tempinho, até que eu fechasse meus olhos e os abrisse de novo, sussurrando comigo mesma: eu desejo ser muito feliz.
Então, uma lágrima caiu e eu dei um sorriso.

Porque na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida e na dor de uma coisa específica, não custa nada apegar-se ao que acreditávamos quando criança, olhar o espaço sideral desejando saber o motivo de fazer parte de tudo isso, esperando que exista todas as respostas em algum lugar na via láctea, e que um simples desejo preso na cauda de uma estrela possa ser supreendentemente atendido.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Primeiro post de 2009. E ainda no embalo do post passado, falemos de permitir-se envolver-se com coisas que podem fazer bem.

Eu precisava ficar só. Na virada, não ter aquela coisa toda de abraços, desejar feliz ano novo, brindar com os familiares, amigos e com a galera da mesa do lado; dançar músicas da época dos meus pais, beber umas cinco taças de champagne e adormecer nas cadeiras, depois ser carregada por um tio.
Eu queria ficar sozinha em casa, com meus gatinhos, ouvir os fogos ao longe, receber mais um ano que nada mais é do que mais um dia. A madrugada entre o dia trinta e um e o dia primeiro.
Encarar como uma coisa simples, e não uma grande festa. No dia seguinte eu estaria do mesmo jeito, não teria ficado mais bonita, mais magra, não teria ganhado na loteria, não teria mudado nada.
O fato é que decidi que era melhor ficar sozinha no paraíso do que em casa. Fui para uma praia, ficar na casa de uns conhecidos com minha família. A parte boa foi que um casal de amigos meus estava em uma casa no mesmo lugar, com outros casais (parte ruim).

Estar solteira é muito bom. E eu sempre fui do tipo solteira sim, mas sozinha jamais. Porém, para tudo tem sua primeira vez. Estreei minha solidão na solteirisse. Numa praia paradisíaca, em pleno reveillon, com seis casais hiper legais, diga-se de passagem.

Para todo canto que íamos, eu era o mascote, o acompanhamento diante do prato principal, a coadjuvante, e talvez um pouco intrusa, porque existe uma coisa que todo casal tem: aquela coisinha de casal. Aquela coisinha chata de estar sempre junto, de fazer tudo junto, de um casal enter o outro, quando um pega na mão da namorada, dai o outro também pega, essas coisinhas.
Em qualquer outro momento da minha vida, eu ficaria de mau humor, agourenta, e arggg! Mas você, que deve me conhecer, acredita que eu fiquei 'de boa'?
Nem triste, nem com raiva, nem chateada, nem nada. NADA. Não senti nada. Eu estava comigo mesma e isso já era ótimo. Tomei sol, caminhei na praia, fui para as festas, dancei, bebi, beijei (opa)! Tive bons momentos, mesmo não fazendo parte de um casal. AMEI. Descobri que ser feliz consigo é MARA! A virada foi tranquila, sem fortes emoções, com poucos abraços e muita bebida. Do jeitinho que eu queria.

Para completar, fiz novas amizades. Pessoas ótimas, casais queridos.

No fundo, valeu a pena ter ido para a praia. Precisava ficar só e foi isso que aconteceu. Mesmo rodeada de gente, eu estava sozinha. Eu e eu, uma dupla genial e feliz.
Comecei um ano diferente. Nisso eu acredito. Porque algo mudou, pela primeira vez.
Não fiquei mais bonita, nem ganhei na loteria, mas fiquei mais madura e passei a me amar mais. Houve um crescimento pessoal, e isso é super válido.


Feliz ano novo e diferente!

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