quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Os Dias Tristes

O mundo e as pessoas exigem muito da gente.
Muitas vezes, acabamos nos exigindo também, mas a verdade é que tudo mais parece um grande reflexo do que os outros querem para nossas vidas e não o que realmente queremos.
Estamos sempre preocupados em agradar todo mundo. A sociedade, nossos pais, o chefe, os filhos, os amigos, o cachorro... Será que estamos sendo felizes de verdade ou só vivendo dias tristes?
Dias em que pensamos como seria se tivéssemos feito outra faculdade, escolhido outro emprego, comprado aquela casa que parecia melhor, trocado o carro por um mais econômico, pintado o cabelo de azul na escola, se tivéssemos estudado mais, se tivéssemos plantado alguma coisa ou lido todos os clássicos, ou viajado para o Japão... Dias tristes são aqueles em que pensamos no SE. Se a gente tivesse feito outras escolhas que não as que pareciam mais fáceis ou as que os outros fizeram pela gente.
Eu gostaria de ter feito História ou Filosofia, por exemplo. Não me arrisquei porque não tive incentivo e a pressão para ser médico ou advogado quando se tem dezessete anos é bem intensa.
Se engana quem pensa que vai viver para sempre.
O bom da vida está nos detalhes e eles fazem parte das nossas realizações pessoais. Fazer pelo menos uma das coisas que se sonha já é um grande passo hoje em dia. Deveríamos realizar mais sonhos ao passo que os construímos em nossas mentes. Deveríamos correr atrás daquilo que nos faz feliz. A vida já tem tristeza e complicações demais. Precisamos de algo mais leve, mais verdadeiro, mais a nossa cara.
Por isso, um conselho: arrisque! Ou então passe a vida tentando conviver com aquele grande SE rodando os seus dias, quando você encosta a cabeça no travesseiro e pensa em como a vida poderia ter sido bem melhor.

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