segunda-feira, 4 de maio de 2015

Lua

Por cima do muro de incertezas,
lá brilha ela, incandescente e sozinha,
pairando sob a vida dos outros,
iluminando a decadência da minha.

Pálida e fria,
vaga na companhia das estrelas,
olhando para minha alma vazia.
Quem sabe se toda aquela luz me penetrar,
posso me preencher de espaço sideral.
Ou talvez consiga sentir algo,
além da solidão habitual.

Entre a verdade e a mentira,
a razão e a loucura,
entre meus sonhos e pesadelos,
em cima do muro de perguntas sem respostas,
lá brilha ela, redonda e amarela,
me fitando horas a fio,
na penumbra do vazio,
nas sombras do silêncio.

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